#BuzzUp: A quantidade de músicas lançadas define sucesso?

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Nos dias de hoje, vários são os artistas que fazem chegar diária ou semanalmente músicas novas no nosso email, na suas paginas de facebook e grupos de whatsapp. O motivo, é essencialmente porque pretendem chegar a um patamar mais elevado, num curto espaço de tempo e muitos entendem que quanto mais músicas lançadas, mais chance haverá de uma “bater” e com isso ganhar “buzz“, tal como muitos americanos fazem.

mixtapes

Há quem hoje fundamente o sucesso de NGA e Força Suprema pela quantidade de trabalhos divulgados. O numero de Mixtapes que NGA tem lançadas, tem sido alvo de muitos elogios nas redes sociais e noutros círculos onde se fala de rap.  Do mesmo modo, tem sido também citado o troglodita Abdiel, pelas mixtapes que tem e pelo Buzz que conquistou.

Há ainda o artista Bob da Rage Sense, como o artista com mais álbuns a solo, lançados em média num intervalo de 2 anos em 2 anos, este é com certeza uma das maiores referencias do rap nacional. Realçar que qualquer um dos nomes citados até ao momento tem mais de uma década desde o

Por outro lado, para outros tantos, a quantidade de musicas lançadas ou mixtapes não significa maior possibilidade de ter sucesso e usam vários nomes como exemplo (ex. Duplo N, Alkappa), mas sim uma forma contraria, pois baralha os fãs/seguidores ou aspirantes a fãs porque ficam sem saber o que consumir e sem tempo suficiente para apreciar cada musica ou cada mixtape a seu tempo.

MCK

Em entrevista cedida ao programa de rádio, Nação Hip Hop, Mck afirmou que o intervalo estabelecido por si, para o lançamento dos seus álbuns, ajuda no consumo completo da obra. Para o artista, além do lançamento, as aparições e concertos ajudam nesta perspectiva e por isso consegue perfeitamente gerir este tempo, visto que não faltam convites e concertos.
Sentinela Per

Sentinela, membro fundador do Projecto Ascensão, afirma que quando se tratam de músicas descartáveis, é normal que se faça sempre e se lance a toda hora e momento, em todas as semanas, que se gravem mixtapes a toda hora porque por regra o tempo de composição e qualidade não são por regra, equiparados a outros que fazem com calma. Normalmente são produções americanas, são músicas imediatas e com um único motivo (bater).

 «Quando lançamos um álbum, EP ou Mixtape, devemos promove-la e ajudar as pessoas a descobrirem as musicas, decifra-las porque fazemos com carinho e cada musica escrita e gravada é como um filho para nós» disse Sentinela

Para si que está a ler a nossa matéria.
Qual das estratégias usas e qual a mais adequada?
Porquê?

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5 Comentários

  1. Dimitri khalid Diz

    Para mim é relativo a forma como nós decidimos divulgar os nossos trabalhos, mas ainda assim fico com as opções de Sentinela e Mc K, visto que quando lançamos uma Mix, ep ou album o intuito é do consumidor apreciar faixa à faixa, e poder assim identificar-se nelas, entender o artista, contribuir com as suas críticas e tudo resto. Enfim a necessidade de dar espaço ao ouvinte é obrigatória, mas isso é relativo pois varia de pessoas para pessoas eu( Dimitri khalid) penso desta forma, o resto é te acrescentado com o tempo e dedicação.

  2. elizangela Diz

    A PRESSA AINDA É INIMIGA DA PERFEIÇÃO, O SUCESSO(BUZZ) PROVÉM DE UM CONJUNTO DE COISAS EQUILIBRADAS: TALENTO, CONECTIONS, ESFORÇO EMPENHO E DEDICAÇÃO, ORIGINALIDADE, MATURIDADE ARTÍSTICA… E TER A GRAÇA DO PÚBLICO.

  3. Sérgio Alberto Diz

    “Não é mais “BEM SUCEDIDO” aquele que MAIS tem, senão aquele que MENOS necessita…” Adaptado de uma lição Budista.

    O desejo de ter sempre MAIS, é a principal fonte de todas as preocupações e desesperanças. O fato de se desejar “MAIS” coisas a todo o tempo, indica somente falta de segurança (é um comportamento peculiar nos indivíduos que, ou desconhecem o seu valor, ou reconhecem que o não têm), e mostra que somos – e nos sentimos – “vazios”. E tudo o que se faz em relação, surge da necessidade emocional de se preencher tais vazios. Sentirmo-nos a vontade com nós mesmos nos permite deixar para trás a necessidade de não ter que demonstrar NADA (não precisar – por exemplo – inundar a caixa de emails da Universidade Hip Hop com muitas “barras”). E isso é independente do “bater”, dos “buzz” ou dos louvores emanados dos círculos amistosos – reais ou virtuais -, dos apláusos e elogios do público. Não é fácil chegar-se a tal nível. Que pressupõe, uma sólida maturidade emotiva – virtude de muitos poucos ( e em vias de instinção no universo musical, e muito por conta, em grande medida, da imaturidade artística da própria sociedade). E o sucesso é inversamente proporcional a tais vazios, ou imaturidade emocional. Reiteramos, citando novamente Buda: “Não é mais “BEM SUCEDIDO” aquele que MAIS tem, senão aquele que MENOS necessita…”

  4. EThe Better Diz

    Eu sinceramente acho que as tais “músicas discartaveis” não constituem um mal, o artista principalmente o RAPPER tem milhões de ideias e não é o facto de não querermos fazer músicas que não durem que vamos deitar fora as nossas ideias ou deixar de fazer certas músicas, até porquê acho que é para isso que existem as mixtapes, um exemplo é o Lil Wayne, é um artista com um significado enorme mas não abdica das mixtapes, usa para lançar as suas linhas e ideias não muito duradoras, já nos álbuns apresenta uma imagem completamente diferente e lançou músicas (em albuns) que não só lhe tornaram milionário mas como eternizaram o nome dele.

    Sendo assim acho que devemos fazer músicas à sério e darmos o espaço necessario para o público assimilar, mas se à qualquer momento tivermos ideias que queiramos partilhar com o público não vejo porquê não!

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