Centro Cultural Brasil-Angola promove debate sobre “Valores Afro-brasileiros dia 23.Mar às 15:30

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CCBA

O Centro Cultural Brasil-Angola (CCBA) realiza na próxima quarta-feira, 23 de Março, às 15h30, a aula-debate “Valores Afro-brasileiros: A Herança Africana no Quotidiano Baiano”, com os gestores sociais brasileiros George Oliveira e Jamile Barboza. A entrada é gratuita e haverá recolhimento de doações de alimentos não perecíveis ou produtos de higiene e limpeza que serão entregues a uma instituição de caridade em Luanda. O CCBA está localizado na Rua Cerveira Pereira, 19, no Bairro Coqueiros, ao lado do Museu de Antropologia.

“Na ocasião, os Gestores irão destacar a diversidade e a riqueza do saber fazer africano na criação e desenvolvimento de práticas culturais no Brasil, ao relacionar  valores africanos e afro-brasileiros presentes no quotidiano do estado (província) da Bahia.”, destaca a directora do CCBA, Nidia Klein. A palestra será uma excelente oportunidade de propor a aproximação de saberes africanos e afro-brasileiros em prol da re(inserção) de tais conhecimentos na produção científica no Brasil.

O objectivo será de estabelecer uma aula-debate sobre temas transversais entre o povo Angolano e o povo Baiano. A aula-debate terá a duração de 90 minutos, divididos em três partes: 30 minutos para apresentação dos objectivos da actividade, como sua introdução; 45 minutos para apresentação e diálogo sobre equivalências dos valores afro-brasileiros e angolanos e 15 minutos para avaliação e considerações finais.

Os palestrantes

George Oliveira é Economista e Mestre em Desenvolvimento e Gestão Social. Em Novembro de 2013, participou de um grupo de gestores sociais e mestrandos da UFBA – Universidade Federal da Bahia – que realizaram a disciplina Residência Social através do desenvolvimento de actividades em Luanda-Angola. Com apoio de organizações angolanas como o Grupo Aldeia e o ISDB/UCAN e brasileiras como o Instituto Steve Biko e a Casa Brasil-Angola (Salvador-Ba). Como fruto dessa experiência, George criou uma Tecnologia de Gestão Social – TGS intitulada: Jogo do Imbondeiro. Em formato de jogo organizacional, propõe ajudar as organizações a discutirem seus próprios sistemas de aprendizagem a partir dos valores bantu e afro-brasileiros. Nesta nova oportunidade em Angola pretende-se apresentar e aperfeiçoar a TGS – Jogo do Imbondeiro.

Jamile Barboza é Pedagoga e Mestranda em Desenvolvimento e Gestão Social. Em Luanda realiza a actividade curricular Residência Social e está em fase de conclusão do mestrado a partir da concepção da TGS – ALODÊ e buscará em terras angolanas referências culturais para a elaboração desta tecnologia que busca reflectir e sistematizar estratégias para elaboração e aperfeiçoamento de currículos étnico raciais. O ponto inicial para esta proposta dá-se pela inquietação fomentada ao longo das vivências pessoais e profissionais em espaços de formação educacional, onde Jamile percebe que há fronteiras significativas para o ensino dos valores e saberes afrodiaspóricos, como também na inclusão desses conhecimentos na elaboração de currículos oficiais do sistema educacional brasileiro.

Mais informações:
www.facebook.com/centroculturalbrasilangola

 

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