O activista Nuno Dala parou com a greve de fome

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O activista Nuno Dala, um dos presos do conhecido processo dos “15+2”, acaba de pôr fim a 33 dias de greve de fome, segundo confirmaram ao Novo Jornal online fontes do Ministério do Interior.

Nuno Dala

Já hoje de manhã, o Serviço Penitenciário de Angola disse que a família de Nuno Dala se recusou a receber os cartões de crédito, um dos principais motivos para o seu protesto. Segundo a agência Lusa, António Fortunato, director dos Serviços Penitenciários de Angola, adiantou que Nuno Dala, “sofre neste momento de paludismo e tem também algumas perturbações no pulmão e regista fraqueza”, por causa da greve de fome iniciada a 10 de Março.

“Está fraco, obviamente, e nós estamos a aconselhá-lo no sentido de demover ou de deixar a greve de fome para que possa ser alimentado e também permitir os efeitos da medicação que está a fazer, porque está sujeito à administração de soro por forma a poder fortalecer e fazer com que o seu cérebro continue em funcionamento”, disse António Fortunato, citado hoje pela rádio pública angolana.

O responsável garantiu que “ele está bem, pensa, tem consciência da sua existência e exige que sejam devolvidos os bens”, que alega terem sido apreendidos aquando da sua detenção a 20 de Junho de 2015.

António Fortunato acrescentou que houve uma orientação do juiz para serem entregues os bens que reclama Nuno Dala, mas “os seus familiares e advogados alegaram que, sob orientação dele, que não iriam receber esses bens pessoais – cartões e outros –  sem que também lhe fossem devolvidos os computadores”.

“Os computadores são, nos termos da lei processual penal, meios de prova. Já houve uma sentença ou acórdão condenatório, mas seguiu-se um recurso que foi remetido para o tribunal superior, desta maneira aqueles bens –  os computadores – que são tidos como meios de prova não podem ser entregues”, explicou o responsável.

Na carta em que anunciava a sua greve de fome, o professor universitário justificava a decisão com as “violações” dos seus direitos, como a impossibilidade de ter acesso às contas bancárias “para fazer face às necessidades materiais e financeiras” da família.

Fonte: Novo Jornal

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