Rádio Sem Anestesia : “New School – um novo reinado em Ascensão”

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Quem esteve em junho na temporada da Nova Escola no espaço Baía assistiu uma espécie de preview do que aconteceu ontem no Elinga Teatro, no primeiro festival de rap da nova geração. O resultado do festival promovido por Edivaldo dos Santos e Dj Nkappa pode ser medido pelo sucesso que foi os eventos realizados nas sextas-feiras de Junho no Baía. Simplificando: foi sucesso multiplicado.

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Apesar do atraso, o show revelou não só o talento dos novos artistas mas a forma veloz com que têm amadurecido. Por volta das 18 horas (mais duas do que o previsto) o concerto arrancou com as vozes de Dr. Romeu e Kiambote. Os dois privilegiaram a música a kapela para passar mensagens claras do dia-a-dia dos guetos luandenses. As estórias rimadas por Kiambote arrancaram gargalhadas e aplausos. Depois seguiram Sam Caleia, Concreto MC, que a pesar de desconhecido soube se impor perante um público exigente. Aliás, salvo algumas excepções todos os rapper da Nova Escola tiveram performances brilhantes, à altura até de Drunk Master e MC-K, que foram os rappers da vanguarda que prestigiaram o evento.

Lil Kisha foi a primeira MC a representar o rap feito por mulheres. Apresentou três temas, dos quais o seu novo cartão de visita “Crime Perfeito”. S-Bruno e Phedilsom também não deixaram seus créditos em mão alheias. Phedilsom, entretanto, é um rapper que surpreendeu pela positivas os presentes pelo seu grau de elevação: boa sonoridade, muito conteúdo e muita atitude em palco. Foi o primeiro a levar o público ao delírio. Contrariamente ao Kiambote, no seu set Phedilsom fazia o público alternar entre segundos de reflexão e aplausos enquanto interpretava o tema “Diamantes” no beat de Kanye West.

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Sobre rappers com mensagem não é tudo. Teve Fat Soldiers, um grupo de música de protesto (deverá ser o único da nossa praça) que souberam atirar mensagens duras com flow e métrica. Todavia, para nós, a grande revelação da noite, apesar de todos terem estado bem, reiteramos, foi Olibreezy. Provavelmente terá sido a sua primeira atuação depois do lançamento do seu primeiro EP, “Peças de Xadrez” mas o rapaz excedeu-se. Com ajuda de quadro vozes adicionais começou a performance com beatbox tão harmonioso que beirava a perfeição. Depois mostrou atitude e deu aos espectadores boa música. Outra artista que fez diferente foi Vanda Mãe Grande. Ela que apenas confirmou a sua popularidade no show cantando duas músicas, começou dropando a kapela como é habitual nos seus sets, só que desta vez com duas bailarinas. Foi fixe.

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Fonte: http://radiosemanestesia.com/

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